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VERSOS RIMADOS

Versos de amor, de crítica, de meditação, de sensualidade, criados ao sabor da rima e da métrica pelo autor do blog...

Versos de amor, de crítica, de meditação, de sensualidade, criados ao sabor da rima e da métrica pelo autor do blog...

DIVAGAÇÃO



Gostaria de chegar ao cume
De algum feito que valesse a pena
Não ser só um ente de cio e ciúme
Tenho alma que não se quer pequena.

O meu juízo não é lá muito destro
Tantas vezes me arrasta mesmo que eu não queira
Por mais que grite não ouve o meu protesto
Faz da minha vida uma ratoeira.

As ruas largas parecem estreitas
Em dias escuros mesmo à luz solar
Para curar esta pecha não há receitas
Abarca mal a vida o meu radar.

Nem sempre a luz do sol me desampara
Vivo dias que são muito claros
Os bons momentos não são assim tão raros
Mas é nos piores que a gente mais repara.

Pensar demais não é bom conselho
Não meditar é viver sem aviso
O saber que nos é mais preciso
Não encontramos em qualquer evangelho.

Sigo num comboio de calmas viagens
Perscrutam-me pinheiros e eucaliptos
Ciosamente erguidos de ambas as margens
Por mim semelham senhores dos aflitos.

Por baixo passa o estéril leito dum ribeiro
Que traz à memória a água preciosa
De uma estação mais pluviosa
Não fosse este Outono um fruto de sequeiro.

Alcantilado da ponte sobre o Tejo
Vou chegando finalmente a Lisboa
Para trás ficou a nostalgia que magoa
Deixo-me envolver pelo deslumbre que revejo.

Vou a Sacavém por camarate
caminho pela rua dos seus bombeiros voluntários
Embora a princípio achasse um disparate
Somar mais este percurso aos meus itinerários...

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