A LUZ QUE BRILHA ÀS AVESSAS
Afugenta a palavra, qual tropeço,
O cordeiro inimigo, maculado,
Escorpião, veneno inoculado,
A pedra pontiaguda de arremesso...
Fútil vaidade humana sem promessas!
Tu vens das catacumbas asquerosas,
Trazes reminiscências escabrosas,
Tu és a luz que brilha às avessas...
Imersão em areias movediças,
Levantar de cabeça atrofiada,
Ranger de ferrugentas dobradiças
Escondes a aflição desmesurada,
Confrangedor alerta sem premissas
Numa atitude à morte condenada!
