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VERSOS RIMADOS

Versos de amor, de crítica, de meditação, de sensualidade, criados ao sabor da rima e da métrica pelo autor do blog...

Versos de amor, de crítica, de meditação, de sensualidade, criados ao sabor da rima e da métrica pelo autor do blog...

UM ROSÁRIO DE FÉ

 

Feminista... é quem quer
Machista... quem o não é?
O corpo duma mulher
É um rosário de fé...

Conto as contas do seu ser
Num delírio permanente
Não há um calor mais quente
Que o corpo duma mulher.

Seja ele uma viela
Uma rua larga ou estreita
É dentro do corpo dela
Que o meu corpo se endireita.

Não há um melhor celeiro
Nem vereda mais segura
Seja em Dezembro ou Janeiro
Na mulher encontro cura.

No seio da sua boca
Entre um e outro mamilo
No ânus, na vulva oca
Dentro dela me aniquilo!

CHOVIA



Chovia que Deus a dava
Sobre o solo ressequido
Terá ela esquecido
O que entre nós se passava?

E o que entre nós se passava
Era a maior das loucuras
Recebia o que eu lhe dava
Entre as suas coxas puras.

Como se fosse inda hoje
Recordo-me desse dia
Uma gazela que foge
Gazela que eu perseguia.

Perseguia e alcancei
Caímos os dois ao chão
E dentro dela guardei
A seminal explosão.

O corpo mais luzidío
O desta linda gazela
As águas claras dum rio
Desciam do corpo dela!

ESTRELINHAS



Entre as árvores desta mata
Nós os dois aqui sozinhos
Os corpos muito juntinhos
Num ardor que os arrebata.

Sob as folhas tão verdinhas
E o sol que nos ilumina
Tu rapaz e eu menina
Já só vemos estrelinhas.

A minha mão predadora
Enfurece o teu desejo
Que se espraia e num lampejo
Me penetra sem demora.

Estrelas ganham tamanho
Tornando-se mais brilhantes
E vão crescendo os rompantes
Da sede que em mim contenho.

A minha voz ciciada
Tremente cheia de espasmos
Acompanha extasiada
A convulsão dos orgasmos!

FLOR DE LARANJEIRA

laranjeira.jpg

A tua flor de laranjeira
Por fim também a perdeste
Foi a tua vez primeira
Guarda bem o que viveste.

Respeitaste a tradição
Bem ou mal? isso eu não sei
Tua é a satisfação
Se há ladrão, aqui d'el rei...

Passaram os preconceitos
Já pouco se fala disso
E lá se foi o enguiço
Tão caro a muitos sujeitos...

O ESPORÃO

espora.jpg

Sob a blusa prisioneiras
Querem sair da prisão
As formosas companheiras
Vizinhas do coração.

Libertas dão uma festa
A quem as acompanhar
E sob elas espreitar
Através da sua fresta.

Encostadas formam vão
Em que se pode anichar
O rosado esporão
Que as não fere ao esporear.

Os três juntos bailarão
Uma dansa invulgar
As duas e o esporão
Numa festa de rachar.

E já no fim da função
Elas cheias de calor
vão banhar-se no licor
Vertido do esporão!

O TRIGAL

trigo1.jpg

Este aroma na atmosfera
Lembra-me aquele trigal
Onde o teu véu virginal
Como espuma se rompera.

As espigas cor de chama
As de pé  e as pisadas
Foram pra nós uma cama
De núpcias antecipadas.

Nesse dia os teus ais
Eram todos de prazer
Mas já havia sinais
Dos ais que fazem doer...

Teu corpo tão ondulado
Na cintura mais traseira
Tinha a forma do pecado
Do fruto da macieira.

Mais que animal aluado
Voaram desejos perdidos
Cedo se ouviram gemidos
Oriundos doutro lado.

A TUA INOCÊNCIA



Passei por ti a correr
Reparei no teu vestido
Justo que deixava ver
Um corpo bem esculpido!

Uma leve transparência
Do meu silêncio Loquaz
Despiu a tua inocência
No meu pensar de rapaz.

Os contornos imprecisos
Do teu corpo eu cingia
Movimentos indecisos
De quem não viu o que via...

Porém eu via a nudez
Do teu corpo imaculado
E mimava com cuidado
Tua acetinada tez.

Na fácil ingenuidade
Dos anos poucos e insossos
Os enganos e a maldade
Ainda deixam remorsos.

UM PIQUENIQUE

 

Um piquenique acolhedor
Os olhos postos no céu
Assentados ela e eu
Nas pernas um cobertor...

Inda que sob vigia
A sua mão avançava
O cobertor escondia
Ela achou o que buscava.

Como um pássaro alado
Ou talvez como uma estrela
Pairei enquanto a mão dela
Amimava o seu achado.

Do bolso tirei um lenço
Que os encimou como um véu
E sobre si recolheu
As chamas dum fogo intenso.

Assim fora agraciado
Pelo carrossel da mão
Do namoro que a meu lado
se sentara ali no chão

UMA NINFITA



Trepou-lhe para os joelhos
Uma ninfita dos diabos
E ao genital aparelho
Encostou-lhe bem o rabo.

Nas nádegas apertou
O pénis inda discreto
Que aos poucos se avolumou
E ficou de todo erecto.

Muito bem dissimulada
Da braguilha libertou
A erecção esfomeada
Que de pronto a penetrou.

Num agitar disfarçado
Como muito bem sabia
Ela subia e descia
O membro todo empolgado.

Pra que não houvesse danos
Da vagina desviou
O membro que dentro do ânus
O sémen depositou.

Uma ninfita atrevida
Que em breve irá fenecer
E terá um caixão vivo
No seu corpo de mulher

ATÉ ÀS NUVENS



Fora num acto inocente
Que lhe caiu no regaço
Escondendo o rosto entre
As pernas do seu melaço.

Uma e outra lambedela
Lambeu tudo até ao fundo
Goluseima era aquela
Que a trouxe de novo ao mundo.

A vulva com euforia
Dereteu-se num degelo
E sorriu com simpatia
Às lambedelas no grelo.

De repente o corpo dela
Num tremor se contorceu
Deu uma sacudidela
E em surdina ela gemeu.

Pra seu dele grande pasmo
Eriçaram-se as penugens
Que a levaram num orgasmo
A subir até às nuvens